3 03 2008

Mudar é bom. Mas para um blog mudar é um saco. Você tem que escolher outro domínio, outro lugar para se hospedar, outro layout e então levar seus textos para lá, seus links e no caminho perde a maioria dos seus leitores. Mas, repetindo, mudar é bom.

O novo endereço é ESTE.





R.I.P

25 02 2008

Até Segunda que vem o blogue vai estar tecnicamente morto. Aniversário da namorada, bebidas, última semana sem aulas… Vocês me entendem.





Era uma Quinta-Feira

22 02 2008

Procura-se Amy e Alta Fidelidade são dois filmes clássicos nos anos 90. Cultura pop discutida em diálogos surreais, teorias sobre a vida, o Universo e tudo o mais, feitas por  cineastas na casa dos trinta anos para caras de trinta anos. Esse curta nacional é baseado nessas produções, mas com particularidades. Belle and Sebastian é trocado por Los Hermanos e ônibus municipais passam ao fundo. Esse entre fácil no meu Top 5 de curtas.





Down is the New Up

22 02 2008

Ou “Como contar a sua vida pelos hits do Radiohead”

O Thom me diz que eu posso ser paranóico, mas eu não sou um andróide. Como diria a minha mãe “O Thom sabe das coisas”. Não sei como vou explicar isso para o resto do mundo. Minhas opiniões são superficiais, meu vocabulário é pobre… Realmente não sei. Isso nem me importa, tenho o Thom para dizer as coisas por mim.

Eu escrevo desde quando consigo me lembrar, quando tinha uns oito, nove anos. Qualquer bobagem. Nenhuma grande idéia, nada revolucionário, nada que possa mudar o mundo. Mudar o mundo é cansativo e eu sou um sedentário preguiçoso.

Tento deixar todo mundo feliz, mas eu não consigo. Everybody’s Gonna Be Happy. O Thom diria que somos vermes. O Thom diria que a pele dela me faz chorar. É, o Thom sabe bem…





22 02 2008

Eu nunca faço nada certo ou direito. Eu não sei fumar, eu não sei beber, eu não sei deixar todo mundo feliz e às vezes parece que o mundo vai despencar. Quase sempre ele fica a centímetros disso. Eu não agüento mais escrever. Não sei escrever, não sei desenhar, não sei fazer nada. Por hoje, eu só quero Bob Dylan e dormir.





Canções que eu poderia ter escrito para ela:

21 02 2008

A Ana é cinco meses mais nova. Mas quase sempre a Ana parece que é dez anos mais velha. Ela ri com o Sílvio Santos. Ela acha qualquer coisa engraçada. Eu não tenho um senso de humor tão grande. Mas assim é o único jeito de poder ver como a Ana fica linda rindo. Não vou falar do cabelo dela quando acorda ou do cheiro que a pele dela tem. Se você já amou alguém, pode entender muito bem. Eu só consigo pensar em contar histórias sobre libélulas e duendes para os filhos que eu e a Ana vamos ter.

0 – A Horse With No Name (Neil Young)
1 – Céu de Cinema Americano (Bazar Pamplona)
2 – Across the Universe (Beatles)
3 – My Last Days of Romance (Vanguart)
4 – Seeing Other People (Belle and Sebastian)
5 – Names (Cat Power)
6 – I Walk the Line (Cash)
7 – Um Bom Motivo (Wander Wildner)
8 – Beethoven (Graforréia Xilarmônica)
9 – As Mesmas Coisas (Júpiter Maçã)
10 – Ando Meio Desligado (Mutantes)
11 – She’s So High (Blur)
12 – Long Legs (Magic Numbers)
13 – Take a Walk on the Wild Side (Lou Reed)
14 – All Along The Watchtower (Bob Dylan)
15 – 2:45 am (Elliott Smith)
16 – I Will Follow You Into the Dark (Death Cab for Cutie)
17 – First Day of My Life (Bright Eyes)
18 – Lone Child (Frank Black)
19 – Rock & Roll Suicide (David Bowie)
20 – Adoro Quando Chove (Bidê ou Balde)





You Are Free – Cat Power

21 02 2008

Cat Power é uma cantora que deveria ser muito mais reconhecida do que realmente é. É só observar o último TIM Festival, quantas pessoas estavam lá por ela? Todas essas pessoas devem caber em um banheiro de hotel.

Em meio a falta de novidade atual de bandas como Arctic Monkeys, Cat Power vem como uma voz feminina incrível presa em um corpo que transpira Folk por todos os poros. O primeiro disco dela “Dear Sir” bateu fundo e mexeu bastante com o meu gosto musical. Me fez até conhecer o trabalho do Tom Waits (outro que merece bem mais do que tem). Seus discos não possuem nenhum vício vocal ou clichê em acordes e efeitos. Produções ora pesadas e pessimistas, ora limpas e belas. You Are Free é assim. Nada de melodias fáceis. Nada de pop de estádio. O disco funciona maravilhosamente em um quarto enfumaçado ou em um bar que cheira a mijo e uísque.

Se você não se emocionar com essas canções está morto.





Listas

21 02 2008

Uma recente pesquisa inglesa botou o disco “Definitely Maybe” do Oasis em primeiro lugar como o grande disco inglês da história. Sim, os Beatles são ingleses (algo meio óbvio para se dizer…) e só entraram na lista na quarta posição com o “Revolver”. Isso soa como absurdo. Claro, Oasis foi uma banda importante na década de 90, o disco é bem produzido e gravado, além de ser cheio de hits, mas… são os Beatles! Eles nem deveriam entrar em listas do tipo.

Só “Taxman” (a primeira faixa do Revolver) é mais genial e simples do que toda discografia do Oasis. E isso não é assunto de fã idiota, pode ir lá e perguntar para qualquer pessoa que tenha bom senso. Malditos ingleses, deveríamos ter apoiado a Argentina nas Malvinas.

Você encontra a lista completa AQUI.





HAL-9000

18 02 2008

O computador do filme do Kubrick existe, e para a minha sorte é o meu.

Existem várias maneiras de descobrir se o seu computador é um assassino-psicótico, nenhuma delas é muito segura. Por exemplo, você pode amarrar o cabo do modem envolta do pescoço e tentar dançar uma valsa, o que não é uma coisa muito inteligente pra se fazer se você já desconfia da sanidade cibernética do seu PC.

Já eu descobri da pior maneira. Essa manhã, acordei e liguei a TV, o que bastou pra me deixar desanimado com a humanidade. Então achei que o computador poderia salvar a minha vida ou a minha manhã. Sentei na cadeira, liguei o estabilizador, liguei o computador e… nada. Monitor apagado. Repeti a operação umas três vezes. Comecei a sentir vontade de roer o meu próprio braço.

Me sentei no chão, ao lado do cadáver do meu computador. Apertei o botão para ligar e comecei a conversar com ele. Então a luz vermelha se acendeu. E ficou lá, parada e vermelha. Calafrios passaram pelo meu corpo, pensei em sair correndo e chamar por socorro. E então o monitor ligou e a tela de boas-vindas do Windows apareceu. A luz vermelha ficou piscando ameaçadora. Só agora tive coragem de chegar perto do teclado.

Não estranhem se eu nunca mais postar nada.





3ª Guerra

16 02 2008

Já dizia o cronista que a última guerra da humanidade seria entre fumantes e não-fumantes. Isso é algo que dia mais se prova ser uma verdade maior que o aquecimento global, maior que as perigosas bombas nucleares da Coréia do Norte. Começou com aquele assunto de “direitos dos não-fumantes”. E lá foram chutar os fumantes para um cantinho reservado. Uma jaula para fumantes e um ambiente feliz e familiar para não-fumantes. Claro, morrer de câncer de pulmão não é a opinião de todo mundo, mas os viciados em nicotina merecem bem mais do que um cantinho. Quem sabe um jardim com coelhos e árvores. Não, nada disso, só um cantinho cinzento.

Esse foi o primeiro movimento de guerra. O tiro de aviso. Claro, os fumantes não perceberam o inimigo tomando espaço. E agora, eles querem acabar até com o cantinho dos fumantes. Se você quiser fumar vai ter que sair para a rua. Sujeito a chuva, frio e socialização. Essa é a hora dos fumantes pegarem em fuzis e reagirem. Hasta.








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